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Aluno do Claretiano tem livros publicados para crianças e adolescentes

09/01/2019 - Batatais

Com a premissa filosófica de que ‘escrevo porque acredito no que acontece quando a palavra se aninha na consciência e no coração das pessoas’ Wagner da Costa, professor, jornalista, escritor e bacharel em Filosofia pelo Claretiano – Centro Universitário de Batatais e pós-graduando em Aconselhamento Filosófico, também pelo Claretiano, durante a graduação em Filosofia, que foi concluída em 2018, escreveu e publicou alguns livros com assuntos variados. Seus títulos que vão da literatura infantil à adolescência retratam de forma clara e objetiva fatos da sociedade e da vida cotidiana.

“Estou com dois livros escritos, mas faltam as publicações. Um é uma divertida reflexão sobre a passividade alienante e anti-vida das pessoas, nós, diante do celular, tv e companhia, que denominei ‘Cara de Brocoió’. O outro título é o ‘Tubo de Pasta de Dente’ que é uma estória em estilo de Dom Quixote sobre frustrações, radicalismo, intolerância, frustrações e as sombras fundamentalistas que rondam o Brasil”, explica Wagner que gosta de evidenciar sua trajetória com a metáfora ‘um toco de enxurrada’. Quer saber o motivo? Leia o texto abaixo:

“Já conversou com um toco de enxurrada?

Toco de enxurrada é aquele tronco de árvore que, nos rios da vida, apesar de toda a pressa da água, navega devagar: pára aqui, enrosca ali, dá um tempo mais adiante, proseia bate papo emociona-se de risos, de choro, de sonhos e, ao seguir, parte renovado de esperanças, deixando e levando frutos da amizade e da celebração da vida.

Pois é, graças a Deus e à sabedoria de meu pai, o Zé Mineiro, navego pela vida como toco de enxurrada. Foram muitas as paradas: visitei os cursos de Psicologia, Pedagogia e Psicanálise, defendendo o pão, ora como professor (da alfabetização ao universitário), ora como jornalista, repórter nos Diários Associados, Notícias Populares, Folha de São Paulo, Diário Popular, rádios Globo, CBN e Bandeirantes. No jornalismo e na sala de aula, o toco de enxurrada foi algumas vezes interceptado pelos homens violentos e autoritários da ditadura militar. Perda de tempo, de porrada, de humilhação e prepotência, pois não conseguiram calar nele e em outros o “seguir adiante” no semear da justiça pela vida verdadeira.

O livro A Guerra do Tênis nas Ondas do Rádio, uma novela-reportagem sobre os bastidores de certo tipo de imprensa e sobre drogas, vítimas, os “chefões” e violência, é uma aventura jornalística que tem “desfeito” a cabeça dos jovens leitores adolescentes.

Este toco de enxurrada nasceu na Lapa de Baixo, molecou na Freguesia do Ó, bairros operários de São Paulo. Dessas “molecanças” brotariam os livros infantis Os Bigodes do Palhaço – (mostra à criança a leitura como um momento de alegria), Das Dores & Já Passou – (a dor, física ou afetiva, é passageira) - Ai Né... & E Depois – (uma brincadeira-séria de como inventar uma história, e a importância da bibliotecária na formação de leitores).

O toco de enxurrada bateu e apanhou muito nas “guerras” que eclodiam quando alguém arrumava uma namoradinha de outra vila. Então, o pau comia na base de “um por todos e todos por um” para que o Romeu e a Julieta pudessem namorar em paz. Era briga de mão, ninguém puxava revólver. Não demorava muito, um carinha da outra turma apaixonava-se por uma menina da nossa turma; então, em nome do amor, assinava-se a paz e nasciam grandes amizades.

Observador sensível e ativo da realidade, retratou as dificuldades e as saídas para uma família atropelada pelo desemprego em Quando meu pai perdeu o emprego, livro que soa como a construção da solidariedade dentro da família.

Um dia, já homem feito, o toco de enxurrada, banhado pela imensa ternura da vida, escreveu O Segredo da Amizade, um canto vivo às infinitas possibilidades do encontro humano. E encontro humano comovente e corajoso é a aventura interior de um rapaz em busca de si mesmo ao engajar-se numa viagem pelo mar junto com três pescadores, mas que ele mergulhará no tempestuoso, generoso, difícil, porém lindo mar interior de um adolescente.

Por quê?

Escrevo porque acredito no que acontece quando a palavra se aninha na consciência e no coração das pessoas.

Salve, gente amiga!

Wagner da Costa, professor, jornalista e escritor.”

 

 

 

Wagner Costa e suas publicações