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Psicóloga jurídica fala sobre alienação parental para alunos do Direito

04/10/2019 - Batatais

Os estudantes do curso de Direito do Claretiano - Centro Universitário de Batatais participaram, na noite desta quarta-feira (02/10), de um minicurso sobre alienação parental com a psicóloga jurídica Liliane Valentina Santi. Ela atua como perita nas Varas de Família de Campinas e região e presta serviços de assistência técnica em todo o país. 

Liliane explicou que em diversas situações o termo “alienação parental” é interpretado de maneira errada e que outros familiares, além dos pais, podem cometer atos de alienação — como avós, tios e irmãos. 

“Alienação parental é a interferência na formação psicológica da criança, é ‘fazer a cabeça do filho’, em outras palavras. Ressalta-se que muitas vezes, quem comete ou quem sofre não sabe que está cometendo ou sofrendo”, disse. 

A psicóloga esclareceu ainda quais são as formas de alienação parental mais recorrentes e quais são as medidas judiciais e extrajudiciais possíveis. Segundo a palestrante, esse é um tema multidisciplinar e uma questão de saúde pública. 

“A gente precisa dar um jeito de conscientizar as pessoas, pois pessoas estão morrendo por conta disso. Pais que se suicidam por causa de falsas acusações de estupro e crianças que vivem longe de um dos pais enquanto não há decisão judicial”, afirmou. 

Também estiveram presentes a Prof. Me. Keiko Maly Garcia D'Ávila-Bacarji, coordenadora do curso de Psicologia do Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro, e a Profa. Me. Karina de Melo Conte, coordenadora do curso de Pedagogia do Claretiano - Centro Universitário de Batatais, além do juiz responsável pela Vara do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Batatais, Fábio Marques Dias, e o presidente da OAB subseção de Batatais, Mario Jesus de Araújo. 

De acordo com o coordenador do curso, Prof. Me. Tulio Pires de Carvalho, o minicurso integrou o eixo “Justiça e Paz” do ciclo de palestras sobre carreiras jurídicas. “Queremos não só oferecer a oportunidades dos alunos obterem horas complementares, mas também aprimorar e desenvolver os conhecimentos nas diversas áreas jurídicas”, afirmou.

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