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Estudo mostra relação entre baixo nível de atividade física e elevado 'tempo de tela' entre adolescentes

18/08/2020 - Curitiba

Uma pesquisa realizada junto com outros especialistas pelo Prof. Dr. Thiago Piola, que leciona no polo do Claretiano em Curitiba, mostrou que o baixo nível de atividade física está relacionado ao elevado “tempo de tela” entre os adolescentes. 

O estudo foi realizado em 2014 e teve um artigo publicado em julho deste ano em importantes revistas da área, como a “Ciência e Saúde Coletiva” e a “Revista Brasileira de Medicina do Esporte”. Foram ouvidos 899 adolescentes com idade entre 15 e 18 anos, matriculados em escolas públicas de São José dos Pinhais - município que fica na região metropolitana de Curitiba. 

De acordo com Piola, a maioria dos adolescentes não tem o hábito de praticar exercícios físicos, sendo que 83,2% não atingem as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

“Sobre o tempo de tela, seja na TV, computador ou celular, por exemplo, aproximadamente 84,8% dos adolescentes passam duas ou mais horas diárias nesse comportamento. Se combinarmos os dois comportamentos, ou seja, baixo nível de atividade física e o elevado tempo de tela, 72,1% dos adolescentes apresentam ambos os hábitos”, disse. 

O estudo apontou ainda que meninas são mais propensas a não cumprirem as recomendações mínimas de atividade física, comparadas a meninos. Por outro lado, elas têm um tempo menor em frente às telas. Quando os dois comportamentos são combinados, as meninas têm 15% mais chances de apresentar baixos níveis de atividade física e elevado tempo de tela ao mesmo tempo. 

Para o professor, uma boa notícia trazida pela pesquisa é de que o apoio dos pais e amigos parece favorecer a prática de atividades físicas. 

“Apoio social para a atividade física é compreendido como encorajar, ajudar financeiramente, dar feedbacks, praticar atividade física junto, ser um exemplo de pessoa fisicamente ativa. Ou seja, os pais precisam estimular, praticar junto, levar, assistir, comentar e conversar sobre atividade física. Os amigos podem estimular praticando junto, convidando e comentando”, afirmou. 

Doutor em Educação Física, Piola é membro do Centro de Estudos em Atividade Física e Saúde (CEAFS) da Universidade Federal do Paraná, por onde essa pesquisa foi realizada. Atualmente, ele é tutor presencial do Claretiano em Curitiba. 

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