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EDUCAÇÃO - Dossiê: Estudos Interdisciplinares em Educação Musical

v. 10, n. 2, jul./dez. 2020

ISSN: 2237-6011

Claretiano - Centro Universitário

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Prezado leitor,

A arte educa, influenciando nossa maneira de sentir e pensar, de imaginar e avaliar. Influência forte e sutil. E renovadora. Para o bem ou para o mal, não saímos incólumes de uma experiência estética verdadeira. Os artistas são educadores, perturbadores, levam-nos aos extremos de nós mesmos. Educadores provocadores, desestabilizadores. (PERISSÉ, 2009, p. 38).

A música é fruto de práticas sociais e, como tal, ocorre em diferentes espaços e contextos. Após a sanção da Lei nº 11.769, de 2008, que estabelece a Música como conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular do ensino de Artes, as licenciaturas em música passaram a formar educadores(as) para atuarem nesse ambiente.

Atuar como educador musical dentro da educação básica sem dúvida é um desafio. A função da música dentro da escola é a de ampliar o repertório musical do educando, possibilitar que ele tenha contato com mais uma linguagem, criar por meio da articulação dos sons, relacionar os diferentes contextos com o material musical produzido. No entanto, a formação conservatorial tecnicista do educador(a), muitas vezes, leva à reprodução desses modelos dentro da escola. Brito (2007) aponta que a tradição ligada ao modelo de ensino conservatorial influenciou todos os tipos de ensino musical no Brasil. Esse modelo também influenciou o ensino de música para crianças em que a prática do aprendizado musical por meio da repetição mecânica se faz presente.

Desse modo, surgiram especializações com propostas voltadas para o ensino de música na educação básica. A ênfase dessas especializações é refletir sobre os conteúdos a serem ensinados dentro da escola, mas, sobretudo, em como esses conteúdos devem ser abordados.

É dentro desse contexto que nasce, em 2015, a especialização em Educação Musical do Claretiano – Centro Universitário e, em 2018, o curso Música em Movimento: Propostas para a Educação Escolar da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O encontro desses dois cursos ocorre pela existência de professores comuns, o que possibilitou a troca de experiências e saberes. Como resultado, temos os artigos desta revista, que em sua maioria foram redigidos por docentes e discentes dessas duas especializações.

Os artigos Jogos e Brincadeiras Musicais no Ensino Fundamental I: um levantamento de possibilidades pedagógicas e As Brincadeiras Tradicionais Brasileiras na Educação Musical: aos profissionais da educação infantil nos apresentam experiências práticas de como aplicar os conteúdos musicais dentro da educação básica.

Partimos para os artigos O Concerto Didático Coral como Prática Social: um despertar para a escuta ativa musical e Contribuições da Escuta Ativa para Aproximar a Música de Concerto do Público Infantil, que falam de como projetos externos de música, como apresentações de corais em escolas e visitas a concertos sinfônicos didáticos podem tocar os educandos a ponto de levá-los a escolherem a música como profissão.

Finalizamos com os artigos Ensino Coletivo do violão, Estratégias de Ensino Coletivo de Violão em um Projeto Social, com base na Pedagogia Dalcrozeana e O Ensino Coletivo de Música: reflexões acerca da aplicação metodológica na formação de um conjunto musical litúrgico que relatam estratégias de ensino de instrumentos musicais e diferentes espaços.

É importante lembrar que em tempos sombrios, nosso grito de luta pela humanização se dá também pelas artes. “A interpretação de obras de arte contribui para o nosso aperfeiçoamento ético? Ajudanos a repensar nossa maneira de viver e conviver? Pode nos fazer dimensionar o quanto é perigoso ser livre e saber que o somos?” (PERISSÉ, 2009, p. 36).

Sim, a arte é capaz de tudo isso. Os artigos aqui presentes nos apontam caminhos de como possibilitar  que a música seja acessível a todos, tornando-se ferramenta de humanização e libertação.

Desejo uma ótima leitura!

Profa. Ma. Mariana Galon da Silva

Coordenadora do Curso de Licenciatura em Música

Líder do Grupo de Pesquisa em Música, Educação e Interdisciplinaridade

 

REFERÊNCIAS

 

BRITO, T. A. Por uma educação musical do pensamento: novas estratégias de comunicação. 2007. 288 f. Tese (Doutorado em Comunicação e Semiótica) – Pontifícia Universidade Católica (PUC), 2007.

PERISSÉ, Gabriel. Estética e educação. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009.

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Jogos e brincadeiras musicais no Ensino Fundamental I: um levantamento de possibilidades pedagógicas

Patricia DEGASPERI

Mariana Barbosa AMENT

 

As brincadeiras tradicionais brasileiras na educação musical: aos profissionais da educação infantil

Débora Schützer Lasso dos SANTOS

Juceleni Papeschi SAMPAIO

Viviane Aparecida PERUZZI

Mariana Barbosa AMENT

 

O concerto didático coral como prática social: um despertar para a escuta ativa musical

Lilian Aparecida Sampaio dos SANTOS

 

Contribuições da escuta ativa para aproximar a música de concerto do público infantil

Daniele Almeida PINDOBEIRA

Mariana Galon da SILVA

 

Ensino coletivo de violão

Lílian Sobreira GONÇALVES

Geórgia Luize CHRISTENSEN

Roberto MATTAR

 

O ensino coletivo de música: reflexões acerca da aplicação metodológica na formação de um conjunto musical litúrgico

Jasson André Ferreira SOBRINHO

 

Estratégias de ensino coletivo de violão em um projeto social, com base na pedagogia dalcrozeana

Natália Búrigo SEVERINO

Adriana Gasparetto MARTELLI