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Educação Física em prol da melhora do Parkinson foi tema para estudantes

16/04/2018 - Rio Claro

Alunos do curso de Educação Física – Bacharelado tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre o exercício físico e a doença de Parkinson, durante as atividades extracurriculares das quartas-feiras.

A palestra, ministrada pelo Prof. Diego Orcioli-Silva, permeou assuntos relacionados à doença de Parkinson, que se trata de um distúrbio do sistema nervoso central, afetando o movimento e, por vezes, causando temores. De acordo com o professor, a doença de Parkinson (DP) “é a 2ª doença neurodegenerativa mais prevalente, afetando 3,3% da população acima dos 64 anos, e é caracterizada pela morte dos neurônios dopaminérgicos, responsáveis pela produção de dopamina (neurotransmissor essencial para o bom funcionamento do cérebro)”.  

O professor explicou a importância da atividade física no tratamento desta doença: “O exercício físico tem se mostrado um excelente aliado no tratamento da DP, podendo reduzir, manter e/ou melhorar a progressão e quadro clínico da doença. Algumas modalidades de exercícios (generalizado, resistido, específico de locomoção e equilíbrio, atividades aquáticas, Tai Chi Chuan e dança) têm sido testadas e mostrado resultados positivos, como melhora nas capacidades funcionais, nos parâmetros do andar, nas funções cognitivas e nos sintomas neuropsiquiátricos.”

Perguntamos ao Diego, sobre a importância desta temática para os futuros profissionais, que, muitas vezes, não se deparam com os vários grupos especiais com que podem atuar: "Com os avanços científicos, principalmente na área da saúde, a expectativa de vida tem aumentado consideravelmente. Como resultado deste processo, as doenças neurodegenerativas inerentes ao envelhecimento, também têm aumentado. Neste contexto, é essencial que profissionais da saúde, entre eles o profissional da Educação Física, sejam capacitados para atuar com os idosos, seja com idosos saudáveis ou idosos com algum problema/doença, como idosos com doença de Parkinson. Contudo, o mercado ainda carece de profissionais capacitados, ou seja, que possuem conhecimento sobre a doença de Parkinson, que sabem quais são os principais comprometimentos que esta doença causa, quais os melhores tipos de terapia para esta população, etc. Desta forma, é importante que os profissionais da saúde tenham conhecimento sobre as doenças que atingem os idosos, para que eles possam intervir de maneira qualificada".

Atualmente, Diego é Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Motricidade pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP Rio Claro). Possui Mestrado em Ciências da Motricidade (2015) e graduação em Licenciatura (2011) e Bacharelado (2013) em Educação Física pela UNESP Rio Claro. Membro e pesquisador no Laboratório de Estudos da Postura e Locomoção (LEPLO). Realizou estágio de pesquisa no Neural Control of Posture and Movement Laboratory - University of British Columbia (Vancouver, British Columbia, Canadá). Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Comportamento Motor, atuando principalmente nos seguintes temas: neurociência, controle motor, locomoção, ultrapassagem de obstáculos, tarefa dupla, atividade cortical, envelhecimento, doença de Parkinson e exercício físico. Além disso, possui vasta experiência na modalidade esportiva de Judô, sendo faixa preta 2º dan e árbitro nacional A.

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