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Formanda de Nutrição supera obstáculos e sonha em trabalhar com clínica

16/12/2020 - Rio Claro

Todo aluno de graduação sabe como é difícil terminar o curso escolhido e se tornar um profissional de sucesso, mesmo assim, é importante sempre manter o ritmo e acreditar que dias melhores virão.

Essa é a história de muitas pessoas e também é a história da Dalileia.

Ela iniciou o curso de Fisioterapia, mas perdeu a visão e não deu continuidade nos estudos. Sempre foi uma pessoa ativa e não queria ficar parada por estar cega e mesmo com as inúmeras dificuldades que via pela frente, Dalileia topou começar o curso de Nutrição, carreira com a qual se identificou por conta da sua própria saúde.

Dalileia estudou linguagem de cegos, braile e informática adaptada e contou sempre com o apoio da família. Em 2017, iniciou sua graduação de Nutrição no Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro.

Escolhi o Claretiano por indicação da minha irmã e também por saber que na instituição havia outra aluna com deficiência visual, contou Dalileia. Antes de fazer o vestibular, conversei com a coordenadora do curso, Mônica do Carmo, para verificar se seria um curso acessível e foi, deu tudo certo.

Apesar dos inúmeros desafios, Dalileia correu atrás dos seus objetivos e finalizou, agora em dezembro, o seu curso de Nutrição.

Durante os estágios, que ocorreram remotamente por conta da pandemia de Covid-19, Dalileia usou equipamentos que colaboraram com seu aprendizado e foram adaptados para as suas necessidades.

Minha fita métrica tem referência para avaliações antropométricas, a balança e o aparelho de aferição de pressão possuem programa de voz, outros materiais foram criados manualmente, como gráficos em relevo e também uso meu notebook para preenchimento de fichas, leitura de livros e artigos, comentou a aluna. A tecnologia ajuda bastante, meu celular me auxilia para quase tudo.

Agora, depois de formada, Dalileia quer se especializar para trabalhar com nutrição clínica. Apesar de equipada durante a formação, a aluna sabe que ainda falta a prática da inclusão da qual tanto se fala, por isso, deixou uma mensagem para quem possui dificuldades e obstáculos e tem medo de ingressar num curso superior.

Acho que todos têm sonhos, deficiente ou não: formar uma família, estudar, estabilidade financeira, enfim.

Há muitos desafios que a pessoa com deficiência pode encontrar para realizar seus sonhos e se ficar pensando na opinião das pessoas, no julgamento da sociedade, na própria deficiência e deixar ela ser maior que você, se vitimizar, ficará parado no tempo.

O medo também paralisa e nos impede de viver, mas se eu não fizer por mim, não lutar por mim, ninguém vai fazer!

Nada é fácil, mas acho que temos que pensar no que vale a pena de verdade. Acho que não estamos sozinhos, sempre encontramos pessoas boas, dispostas a ajudar, e ao longo da graduação não foi diferente.

Clique aqui e confira um pouco da rotina de Dalileia durante os estágios, na reportagem União para fazer acontecer, da TV Claret.

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