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            A Faculdade Claretiana de Brasília, preocupada e comprometida com a qualidade do ensino oferecido, propõe um projeto de Avaliação Institucional, englobando infraestrutura, docentes, discentes, pessoal técnico-administrativo, tecnologias, serviços oferecidos e comunidade, entendendo ser a avaliação um processo de autocrítica e conhecimento das dimensões do ensino, pesquisa, extensão e gestão da Instituição, cujo objetivo é a melhoria em seus processos.

            Para a Faculdade Claretiana de Brasília, avaliar significa a possibilidade de repensar os objetivos, os modos de atuação e os resultados na perspectiva de se fazer uma instituição mais adequada a exigências e mudanças do cotidiano. Por isso, é importante estarmos convencidos de que a avaliação institucional de uma Instituição de Ensino Superior deve não apenas fazer parte de seu Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), mas também estar em consonância com ele. A avaliação institucional deve servir para, antes de tudo, avaliar e mensurar a eficácia do próprio PDI.

            A Faculdade Claretiana de Brasília, Instituição de Ensino Superior Democrática que é, entende a avaliação institucional como um dos pilares de sustentação, empenhada com seu futuro e com os desafios que lhe são continuamente propostos pela sociedade.

            A cultura e a prática da avaliação universitária no Brasil são recentes, remontam à década passada. Hoje, entretanto, com o advento da Lei no 10.861, de 14 de abril de 2004, que institui o SINAES – Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, as IES estão sendo progressivamente estimuladas a exercitar um programa de avaliação interna e externa. Neste contexto, avaliar passou a ser palavra de ordem, uma necessidade. Em outubro de 2014, através de duas Notas Técnicas (062 e 065), o INEP/DAES/CONAES definiu a estrutura do Relato Institucional e estabeleceu um roteiro para o Relatório de Auto Avaliação Institucional, destacando a relevância da auto avaliação para as IES.

            Para tanto, pretende-se implantar um processo legítimo, que, com a força de toda a comunidade acadêmica, efetivamente expresse um diagnóstico institucional e garanta a representatividade e perenidade de seus efeitos. Pretende-se, também, o comprometimento de todos, ao envolver o professor, o estudante e o servidor técnico-administrativo, para que se sintam corresponsáveis e engajados nos procedimentos e nos resultados.

            Queremos, com nossa Avaliação Institucional, instituir os princípios da globalidade, da participação, da continuidade e da visibilidade, conduzindo o processo de forma multidimensional, considerando todas as atividades institucionais, em um processo permanente e contínuo, com garantia à comunidade acadêmica do conhecimento do processo de avaliação, bem como dos objetivos, princípios, recursos metodológicos e resultados obtidos.

            A avaliação deve realizar seu mais importante papel, qual seja o de sustentar tomadas de decisão, em um modelo de gestão que contemple a imbatível sequência “planejamento–ação–avaliação”.

            Entendemos que avaliar não deve se reduzir ao exercício de preencher questionários, recolher opiniões e enunciar relatórios. Não podemos “avaliar por avaliar”, por acreditar que isso pode levar ao descrédito e à ruína todo um projeto de indiscutível valor pedagógico. Interpretamos a real dimensão da avaliação institucional. Não a resumimos a uma mera avaliação do ensino, nem à avaliação do desempenho docente em sala de aula, com base na ótica do aluno. Nosso entendimento é que a avaliação institucional deva ser muito maior, próxima de uma completa avaliação do processo educacional.

            A avaliação do ensino ocupa papel de grande destaque em todo este processo. Mas não podemos centrá-la no professor e/ou no aluno, e sim permear estes componentes, dirigindo seu foco ao processo integral de ensinar, e não somente aos atores que dele participam. O julgamento discente, no curso em andamento, pode estar carregado de desacertos. Pode-se avaliar um professor mais por suas qualidades de “show man” que pelo conteúdo que tenha ministrado e os objetivos de sua disciplina. É sabido que as avaliações de um mesmo professor, feitas durante a oferta da disciplina que ministrou e ao final do curso, podem ser bem diferentes. Acreditamos ser a segunda opção mais confiável e representativa. Por isso, propomo-nos a avaliar o processo educacional, e não apenas o professor, encontrando maior fidedignidade aos resultados.

            Quando dizemos que queremos avaliar o processo educacional, propomo-nos não apenas a avaliar os alunos em seu ingresso, mas também a totalidade das condições físicas, humanas, materiais, pedagógicas, e o produto final, que é o perfil técnico e profissional dos graduados. Soma-se a isso também a investigação, se possível, de índices de empregabilidade. Portanto, temos consciência de que esta é uma proposta tão completa quanto complexa.

            Nosso projeto de avaliação envolve, inicialmente, um refletir sobre a missão institucional, seus objetivos e sua função social. Como vimos fazendo, devemos questionar a “IES que somos, aquela que pretendemos ser e como chegar lá”. Nesta ênfase, é inevitável que a avaliação institucional abranja não só o ensino, em todos os seus níveis, mas também a pesquisa, a extensão, a prestação de serviços e a própria administração universitária, incluindo nesta o planejamento organizacional.

            Queremos, no desenvolver deste processo, estar preparados para executar as medidas corretivas necessárias. A dimensão para instituir a avaliação institucional é enorme, e a disposição de implementar as correções exigidas não pode ser menor.