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Metodologia da Avaliação Institucional

            Quando nos propomos a planejar o processo avaliativo da Faculdade Claretiana de Brasília, uma das exigências que se apresentou como indispensável foi adotar uma metodologia adequada aos nossos propósitos. Procuramos estabelecer os pontos de referência tanto na Introdução como no Referencial Teórico deste projeto e, partindo desse enfoque, ficaram bastante evidentes os métodos avaliativos que deveríamos adotar. Isso significa que o nosso método se baseia na interação dos avaliadores com os participantes do processo, com aplicação de testes de conhecimento, levantamentos de valores, atitudes e comportamentos. Portanto, o Programa de Avaliação Institucional da Faculdade Claretiana de Brasília é de caráter participativo, ou seja, envolve todos os atores da comunidade universitária (docentes, discentes, técnico-administrativos e segmentos representativos da comunidade externa).

            Acreditamos que o Processo de Avaliação Institucional só surtirá os efeitos desejados se as diretrizes e estratégias fossem discutidas não apenas com os docentes representantes do programa de cada curso, mas também com os representantes discentes, técnico-administrativos e representantes da sociedade, pois, dessa forma, todos, conjuntamente, tornar-se-iam corresponsáveis pela implementação do programa em cada setor.

            A avaliação institucional, articulada com os projetos pedagógicos dos cursos, cuja construção e avaliação sempre se ancoram na LDB e nas Diretrizes Curriculares definidas pelo MEC, e o Projeto Político Institucional do Claretiano, inspirado no seu Projeto Educativo, indicam quatro parâmetros/eixos para orientação dos trabalhos:

1) A indissociablidade entre ensino, iniciação à pesquisa e extensão;

2) A articulação entre teoria e prática;

3) A interdisciplinaridade e a transversalidade;

4) A formação humanista/cristã, formação cidadã.

            Adotamos, então, esses quatro parâmetros como referenciais para a avaliação institucional, pois expressam as concepções do processo ensino/aprendizagem da Faculdade Claretiana de Brasília:

1) O ensino, a pesquisa – em nosso caso, iniciação à pesquisa – e a extensão sempre foram traduzidos, indissociavelmente, como um princípio educativo. É uma metodologia que contempla o processo de produção do conhecimento por meio da dimensão investigativa – pesquisa; e do contato com o real – a extensão e suas reflexões no ensino ministrado.

2) A articulação teoria/prática, embora preserve autonomias distintas, guarda relação de dependência essencial, adequando a teoria às condições sociais, históricas e naturais da realidade contemporânea.

3) A interdisciplinaridade e a transversalidade são entendidas como conceitos inseparáveis. A primeira, como uma abordagem epistemológica que implica não perder de vista os corpos teóricos próprios das grandes áreas do conhecimento, buscando elaborar e

reelaborar o diálogo entre eles. A segunda, por ser turno, questiona a alienação e o individualismo no conhecimento. Ambas só podem ser postas em prática por meio do trabalho coletivo, que considera a perspectiva sociohistórica como impulsionadora.

4) A formação humanista, ou formação do sujeito em sentido lato, cuida do desenvolvimento integral e da formação ética e cristã do ser humano, de modo a garantir sua inclusão na sociedade por meio do verdadeiro exercício da cidadania. Pretendemos formar um cidadão que tenha competência formal e política cristãs. Todas as ações desenvolvidas nos diferentes espaços da Faculdade Claretiana de Brasília têm como uma de suas finalidades essa formação, que não é apêndice ao conteúdo do curso e nem se restringe ao discurso institucional dos quais se ocupam disciplinas tidas como das ciências humanas e sociais – filosofia, sociologia, cultura religiosa. Essa formação é construída no espaço das relações educativas, pela mediação do professor e com a autoria e protagonismo dos alunos.

5) A Carta de Princípios, na qual, partindo do Projeto Educativo e da Missão Institucional, a Mantenedora iniciou o trabalho de Estruturação do Claretiano – Rede de Educação e constituiu uma metodologia de mapeamento de processos, como também grupos de estudos, que, após debates, socialização e coleta de sugestões dos diversos segmentos que compõem as unidades educacionais, resultou na proposição de sete princípios: singularidade, abertura, integralidade, transcendência, autonomia, criatividade e sustentabilidade, com o objetivo de orientar os propósitos educacionais e gerenciais da organização.

            Assim, as Comissões Estatutárias de Avaliação Institucional se propuseram, nesse passado recente, a elaborar um diagnóstico a respeito de como é desenvolvido o trabalho com o conhecimento na Faculdade Claretiana de Brasília, expresso em suas atividades-fim, considerando-se em que grau as ações realizadas pelos atores envolvidos no processo ensino- aprendizagem tendiam a efetivar as intenções contidas no Projeto Pedagógico de cada curso, que são unificadas no Projeto Político Institucional. Os parâmetros são, portanto, os mesmos e, em tese, estruturam os projetos de cursos em toda a Instituição.

            Adotamos uma abordagem unicamente ancorada em questionários, cuja elaboração teve por base um pequeno grupo constituído pela Comissão de Avaliação prevista no Regimento da Faculdade Claretiana de Brasília. No projeto atual, esperamos alcançar maior conscientização de toda a comunidade acadêmica, por meio dos métodos de participação que apontamos como indispensáveis.

            Hoje o Projeto de Avaliação da Faculdade Claretiana de Brasília está estruturado para contemplar a avaliação sob dois aspectos:

1) o primeiro composto por: docentes, técnicos administrativos e discentes;

2) o segundo constituído por ingressantes, egressos e comunidade externa, representada pelos usuários das atividades de pesquisa e extensão, representantes do mercado de trabalho, por intermédio de organizações e ex-servidores.

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Fonte: Produção própria CPA - Taguatinga.

            São temas centrais de nossa preocupação e discussão as dimensões contempladas nos cinco eixos e para alcançar nossos objetivos, dividimos nossos instrumentos avaliativos em quatro modalidades: Avaliação Fechada e Avaliação Aberta da Instituição, ASI (Avaliação Semestral Interdisciplinar) e Avaliação Semestral do rendimento escolar da Instituição.

            Os questionários aplicados aos diversos agentes do processo acadêmico passam a ser chamados de “Avaliação Fechada”. São preparados por responsáveis pelos diversos setores e, posteriormente, revistos por toda a Comissão Própria de Avaliação e por suas subcomissões especificamente. Esses questionários procuram aferir o grau de satisfação ou insatisfação e mesmo o desconhecimento do assunto proposto em cada dimensão da comunidade acadêmica. Os questionários são aplicados a todos os setores e às pessoas que constituem a comunidade acadêmica.

            Da inovação na proposta de avaliação institucional a Faculdade Claretiana de Brasília apresenta uma experiência acadêmica, a qual se convencionou chamar de “Avaliação Aberta”. Esse método de avaliação nasce de um esforço dos coordenadores de curso e dos representantes de classes, os quais auscultam os alunos, para, posteriormente, em reunião dos representantes de turmas com a Direção Acadêmica, apresentarem suas reivindicações e propostas de melhoria.

            A Avaliação Aberta é um processo de coleta de opiniões que a Faculdade Claretiana de Brasília promoverá no segundo semestre juntamente com seus alunos. É a forma de a Direção, as Coordenadorias e os Representantes Setoriais conhecerem a imagem da Instituição pela visão dos destinatários nos serviços que presta. Com base nos resultados, são estabelecidos os parâmetros de investimentos materiais e humanos em cada setor, traçando-se o direcionamento de nossa Instituição.

            Considerando ambos os métodos apresentados, seja na Avaliação Aberta, baseada na metodologia anteriormente referida, seja na Avaliação Fechada, decorrente da aplicação de questionários, a avaliação terá de fato uma abordagem qualitativa. Essa abordagem avaliativa buscará não apenas compreender o ponto de vista dos envolvidos quanto às características e propostas de cada dimensão, mas também ter seus aspectos de abordagem quantitativa, que pressupõem parâmetros preestabelecidos, passíveis de serem traduzidos em termos numéricos. Enfim, na Avaliação Fechada a quantificação é enfatizada como fator de discussão do objeto em avaliação. Contudo, “estas duas abordagens não têm que ser mutuamente excludentes e a verdade é que a maioria das avaliações pode se beneficiar da incorporação de ambas as perspectivas no plano de avaliação”.

            Um terceiro método de avaliação da Faculdade Claretiana de Brasília será a Avaliação

            Semestral Interdisciplinar (ASI), que consta de uma avaliação incorporada ao sistema de avaliação do rendimento escolar da Instituição. Essa avaliação busca avaliar os perfis e competências dos alunos num plano vertical e horizontal e envolve todas as disciplinas cursadas até o momento da avaliação. A ASI se constitui de uma prova a ser elaborada pelo colegiado de curso sob orientação do coordenador, que garanta uma interdisciplinaridade das áreas de conhecimento propostas. É aplicada semestralmente em uma única data preestabelecida para todos os cursos.

            A Avaliação Institucional por parte dos corpos acadêmicos, coleta dados por disciplina, avaliando a atuação do professor na utilização dos recursos didáticos e tecnológicos que a Sala Virtual proporciona. Os resultados são disponibilizados aos professores, e no final da coleta de dados um relatório final é encaminhado à coordenação dos cursos e à coordenadoria pedagógica, para ações saneadoras.

Segundo as Orientações Gerais para o Roteiro da Auto avaliação das Instituições do SINAES, na apresentação dos Requisitos da Avaliação Interna, especificamente, nos dois últimos, há a indicação clara de que as informações colhidas sejam válidas e confiáveis, e que seus resultados sejam de uso efetivo.

            Além dos processos de mensuração, descrição e julgamento, queremos viver um momento em que a negociação se tornará fundamental para uma avaliação de sucesso. O poder da avaliação deve ser compartilhado por avaliadores e avaliados, criando um contínuo processo de autoconhecimento, de autonomia, de adesão e de comprometimento entre as pessoas envolvidas no processo. Com isso, pretende-se não apenas mostrar que avaliação é sinônimo de planejamento e definição de metas mediante discussão coletiva, mas também superar o estigma de que avaliar é punir.

            Por fim, o Projeto de Avaliação Institucional da Faculdade Claretiana de Brasília, considerando as rápidas transformações sociais, tecnológicas e comportamentais contemporâneas, pretende, mediante a busca da qualidade interna, obter a legitimação externa, com a satisfação de sua clientela e do crivo social, como condição, inclusive, de sua própria sobrevivência.

            Em termos metodológicos, portanto, não se pode perder de vista a especificidade das características internas, nem tampouco deixar de lado padrões externos que permitam a comparabilidade. Preocupamo-nos, neste Projeto, em adotar a combinação de métodos e técnicas que mais se coadunam com as características da Instituição, utilizando uma avaliação diagnóstica formativa.

            Para implantação de toda essa metodologia, adotamos, como forma de estruturação do nosso Projeto de Avaliação Institucional, uma disposição com cinco fases que, por sua vez, subdividem-se em etapas de execução, todas elas interdependentes e complementares, mas com características e naturezas próprias. Essas etapas, detalhadas em cronograma componente do anexo deste projeto, contemplam a preparação, o desenvolvimento e a consolidação dos trabalhos. As cinco fases que compõem a proposta são: sensibilização, auto avaliação, avaliação externa, diagnóstico e ações.