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Museu Claretiano de Curitiba - MCC

                                           

VI Festival Penalva

V mostra de música do Paraná 

 

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   Partitura                         Exposição permanente MCC                                 

 

Inaugurado no dia 16 de outubro de 2011, o Museu Claretiano de Curitiba (MCC) é destinado à divulgação e preservação da memória e história da Congregação Claretiana. Em seu acervo, conta com diferentes coleções e vários suportes, como imagens sacras, objetos cerimoniais, instrumentos musicais e de pesquisa biológica, objetos pessoais, CDs, LPs, fitas K-7 e VHS, fotografias, documentos administrativos, documentos sacros e de ritualística, agendas, cartazes, mapas, partituras, livros, revistas, periódicos científicos, jornais, atas e uma enormidade de suportes manuscritos das mais diversas origens. As temáticas contempladas  partem da vida e obra de Antônio Maria Claret, passando pela história da congregação desde a sua fundação na Espanha — em 1849 — até a chegada às Américas, além de dar amplo destaque à história da Paróquia do Imaculado Coração de Maria, em Curitiba. Alguns ilustres personagens Claretianos também recebem destaque, como o Padre José Penalva — teólogo, musicista, compositor e criador do coral Madrigal — e o Padre Jesus Moure — entomólogo que recebeu do governo brasileiro a medalha “Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico”—, entre outros.

Coleção Paróquia do Imaculado Coração de Maria de Curitiba

A chegada dos Claretianos em Curitiba data de 1900, quando um missa foi realizada no local que ficou então conhecido como o “Campo da cruz” — atual praça Ouvidor Pardinho. Já em 1906, foi inaugurada a primeira capela e, em 1922, a atual Igreja. A relação entre os Claretinos e a sociedade curitibana sempre foi muito produtiva e pautada não somente em aspectos religiosos. As obras sociais sempre foram abundantes, por meio da catequese, salas de cinema, cursos de datilografia, corte e costura, alcoólicos anônimos etc., e tiveram papel fundamental para estreitar os laços entre os Claretianos e a sociedade. Por fim, cabe o destaque ao Studium Theologicum que, fundado 1925, se tornou um dos mais importantes centros de formação de padres do Brasil, sendo referência até os dias de hoje. 

Coleção Padre José de Almeida Penalva

Sendo a maior coleção presente no acervo do MCC, esta conta sua trajetória desde seu nascimento em Campinas, em 1924, quando iniciou seus primeiros estudos em música em função do gosto de seus pais. De uma família muito religiosa, desde cedo frequentava a igreja Claretiana, já formando seus laços com os missionários. Em 1935 ingressou no Colégio Claret em Rio Claro, onde deu continuidade a sua formação musical e, com apenas 14 anos, assumiu a regência do coro, em claro reconhecimento ao talento do jovem. Já em 1942, veio para Curitiba onde completou seus estudos religiosos no Seminário Maior, mas só se fixou definitivamente na cidade em 1958. Foi docente no Studium Theologicum em Curitiba, foi o fundador da Sociedade Pró-Música de Curitiba, da Sociedade Brasileira de Musicologia, além de ser membro da Academia Brasileira de Música. Regente do grupo Madrigal Vocale, com reconhecida importância nacional, deu amplo destaque à música paranaense e, principalmente, à brasileira. Dedicou-se também a pesquisar sobre diversos compositores mineiros e, em especial, a obra de Carlos Gomes, de quem era grande entusiasta e estudioso. Sendo um dos mais relevantes compositores brasileiros do século XX, Padre Penalva compunha desde música de câmera, peças solísticas para piano, obras orquestrais e corais. Faleceu em Curitiba em 2002.

Coleção Padre Jesus Santiago Moure

Jesus Santiago Moure nasceu em 2 de novembro de 1912, na cidade de Ribeirão Preto. Em 1925, aos 12 anos de idade, foi estudar no Seminário Claretiano em Curitiba, e no ano de 1929 foi para o Seminário Maior Claretiano em Rio Claro. Entre 1929 e 1932, adquiriu formação superior em Filosofia, Matemática, Física e Ciências Naturais. No Seminário de Rio Claro, realizou suas primeiras coletas de insetos. Pouco tempo depois, em 1937, já em São Paulo, recebeu a sua Ordenação Sacerdotal como Claretiano. Suas primeiras publicações foram feitas entre 1938 e em 1940, tendo como tema a taxonomia dos besouros – classificação, segundo a morfologia. Padre Moure também foi o responsável pela criação do mestrado e doutorado em Entomologia, ligado ao departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná. Trabalhou na Seção de Entomologia do Museu Nacional do Instituto Smithsonian, nos Estados Unidos, onde concluiu os estudos que tinha iniciado em 1958, em Paris e Londres, sobre abelhas neotropicais. Sendo um cientista de destaque, recebeu vários prêmios e condecorações, entre eles, o Prêmio Costa Lima conferido pela Academia Brasileira de Ciências em 1970 e o Prêmio Bassoli, da Sociedade Entomológica do Brasil, em 1987. Padre Moure faleceu em 10 de julho de 2010, em Batatais, aos 97 anos. Toda esta sua trajetória, pode ser conferida nos itens de sua coleção. 

A história e a memória encontram lugar no Museu Claretiano de Curitiba

 

Além da divulgação dessa história e memória Claretiana, o MCC esta empenhado na criação de um Centro Documental para o desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre o papel das ações religiosas, culturais e científicas protagonizadas pela congregação. A perspectiva é de que possamos disponibilizar de forma online todos os tipos de materiais de pesquisa, tais como imagens sacras, objetos cerimoniais, instrumentos musicais e de pesquisa biológica e objetos pessoais das mais diversas datas e origens, atendendo, assim, aos professores, estudantes, membros da congregação e demais pesquisadores que poderão acessar. Por este viés, o MCC reitera a necessidade de salvaguardar a identidade e percurso histórico processado pela congregação junto à sociedade, além de garantir a compreensão desta memória, preservando o que for significativo dentro deste vasto repertório de elementos componentes do referido patrimônio cultural e/ou acervo museológico/documental. A divulgação irrestrita e acesso da comunidade e pesquisadores a este acervo demanda dos relevantes valores que estão associados à possibilidade de conhecimento. O domínio da informação de que os objetos (transformados em documentos) são suporte, nos permite compreendê-los como matérias-primas para construção do conhecimento e/ou memória sociocultural da congregação e seus expoentes. Nesta direção, estes acervos possuem destacada importância.